terça-feira, 30 de novembro de 2010

por: inês beatriz

« Lembras-te? Lembras-te daquilo que já fomos? Daquele ‘’ódio’’ que já tivemos? Das vezes que não nos podíamos ver à frente? Dos nomes, dos olhares, das mensagens? Eu lembro-me. Lembro-me de tudo. Lembro-me dos pedidos de desculpa. Lembro-me das nossas primeiras palavras carinhosas. Lembro-me Ana, do quanto começamos a gostar uma da outra. Mas não de uma maneira daquelas que agora se vê muito. Não, nada disso. Começamos a gostar uma da outra. A gostar, a gostar, a gostar… até que agora isso é o infinito. É o mais que tudo. É uma das razões pelas quais me sinto feliz neste momento. Já lá vão meses, anos até. E hoje? Hoje somos aquilo que vês. Somos o sentimento. Somos os abraços, os beijinhos, os ‘amo-te’ que nunca antes tinha dito a ninguém. Somos os intervalos de 15 minutos, de 10 minutos. As poucas, mas boas, horas de almoço que passamos juntas. Somos as saídas ao sábado e ao domingo. Somos o cinema e as compras. Somos as sessões de fotos. Somos as noites no apartamento. Somos os nomes que chamamos uma à outra. Somos os sorrisos, e as lágrimas. Somos nós. És o Eu. Não sei se o sentes. O agora. Sinto que estamos um pouco mais afastadas. Mas sei, sei desde lá do fundo, que não te vou deixar. E que tu também não me vais deixar. Sei que os nossos anos vão durar muitos. Vão ser tantos que vamos chegar a perder a conta. Tenho bem a certeza que no nosso futuro, aquele futuro longínquo, daqui a uns 60 anos, vamos estar as duas velhinhas, no lar de idosos. Juntas. Sem nos separarmos nunca. Ainda vamos passar por tanta mas tanta coisa juntas. Coisas más sim, mas principalmente coisas boas! Das melhores que se pode esperar. Não sei o que me deu para estar a escrever isto hoje, neste dia. Não, não é nenhum dia em especial. Mas sinto que à muito que não te dizia algo assim. Que não te lembrava mais uma vez o quanto importante tu és para mim, e o quanto importante eu espero ser para ti. As palavras estão-se a esgotar. És tanto mas tanto, que eu nem encontro todas as palavras para te descrever, e para descrever aquilo que já fizeste por mim. Se eu podia viver sem ti? Definitivamente, não. Não digo que te amo Ana. Porquê? Porque é uma palavra demasiado pequena para demonstrar o quanto és. » / inês




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