sexta-feira, 22 de abril de 2011

não tenhas medo , é somente um jogo

" Vamos abrir o jogo? Porque não?
Não tenhas medo; é somente um jogo. Não existem contra-indicações para não jogarmos. Apenas pequenas consequências. Pequenas e irrelevantes consequências. Não magoam. Não matam. Simples e fúteis consequências. A maior de todas elas? Perderes; sem dúvida, perderes. A maior decadência? A queda do teu orgulho. Pois. Esse mesmo. Pode cair e magoar-se, esse teu delicado orgulho. Mas vá, não tenhas medo. Certamente esse teu orgulho é demasiado medroso, ao ponto de subir demais, para evitar uma queda maior. Mas vá, mesmo assim, perde os medos. É somente um jogo. Não trás sofrimento. Não trás dor. E, vá, não querendo dramatizar demais, nem assustar ainda mais, podes fazer batota. Mas não exageres. Por vezes, a maior batota é mesmo jogar um jogo justo. Não achas? Mas bem, porque não começar já? Vá, não estejas assim. Não precisas de ficar amedrontado. Pronto, eu prometo não fazer batota. Mas dou-te a liberdade de a praticares com as próprias mãos. Se isso te alivia, então que seja. O que eu quero mesmo, é jogar este jogo contigo. Contigo, terá sempre mais piada. Dará sempre mais gozo. Ó se dará. Não, não me interpretes mal. Não é por seres um alvo fácil. Nem por sombras. É somente pelo facto de seres aquele que mais luta dás. Pois, sim. És o que mais luta me dá. Mas, será isso assim bom? Ah, desengana-te. Claro que nem sempre é bom seres aquele que me dá mais luta. Mas, quem sabe, não me surpreendas neste jogo. Quem sabe, não é. Mas bem, já que insistes tanto, então eu explico-te o porquê de seres o escolhido: já paraste para pensar? Sim, parar para pensar. Pensa bem. Pensa somente nesse teu orgulho delicado. Já pensaste no facto de o poder arruinar? Hum. Hum, hum. Ia saber-me bem. Ia, ó se ia. Pelo facto de poder arruinar essa tua máscara. E pelo facto de te ver renascer. De ver um novo «eu» surgir em ti. Era bom, era-me tão gratificante. Era mesmo. Para mim, e para ti também. Devias experimentar, devias mesmo. Mas vá, vamos lá jogar. Eu prometo jogar um jogo justo. E prometo deixar-te ganhar a primeira vez. Mas só a primeira. As restantes serão vitórias minhas. Somente minhas. Aceites? Pronto, óptimo. Ainda bem que não negaste tal convite meu. Então, pronto para jogar o jogo da vida? - uma vida nova em 2011 espero...
Chega, mas chega rápido. Tenho expectativas para ti. Muitas, por sinal. E tenho objectivos que apenas nós os dois juntos podemos cumprir. Portanto, não te atrases. E não tenhas medo. Eu estou desejosa que chegues. Porque sei que depois irei começar de novo. E, em ti, eu serei mais feliz. E poderás sempre pôr um sorriso onde aquele a quem tu sucedes deixou uma lágrima. Por isso, vem. Vem ter comigo. E trás tudo aquilo que tu sabes o que eu quero. Trás momentos em que chore de tanto rir. Trás-me novas pessoas, novas influências e novos lugares, porque definitivamente, eu estou a precisar. Trás-me mil e um sorriso e trás-me mais lições de moral. Quero aprender mais contigo. Mas também quero sofrer menos. E quero que me prometas que, depois da tua chegada, eu já não vou sofrer tanto. Prometes? Sim, vá lá! Aaaaah, e promete-me que levas embora aquelas pessoas que estão na minha vida a ocupar espaço. Leva. Essas podes levar. Não me fazem falta. Nenhuma. Mas, já sabes, em contrapartida, trás-me pessoas novas. Quero novas caras, este ano. Novas caras que me estampem um sorriso na cara. E, claro, que essas novas caras sejam um reforço aos meus alicerces: bem preciso, bem preciso! Ah, e trás-me também mais vivência. Estou mesmo a precisar. Esta sede de viver já não se aguenta! Trás-me mais vida, muita mais vida. Porque eu quero viver mais. Eu ainda tenho tanto que viver, não é? Então porque não começar já?
Mas, deixando agora de ser egoísta, porque pensar só em mim é feio, quando tenho mais caras em quem pensar. Não tragas isso tudo que te pedi só para mim. Trás também para todos aqueles que amo. Trás, por favor. Pensa bem: apenas com eles é que eu posso realizar tudo o que te pedi não é? Então, sê generoso comigo. Lembra-te que aquele a quem sucedes não foi generoso comigo e eu agora estou a precisar de uma recompensa. Portanto, sê querido comigo. És?
Aaaaah, já me ia esquecendo. Trás também um reforço para a minha personalidade. Estou a precisar. E trás também um medicamento qualquer que faça com que eu deixe de ter pena de quem não merece. Trás, porque eu estou mesmo, mesmo a precisar! E, trás também para todos os pobres de espírito, pouco criativos e pessoas amantes do plágio um bocadinho de dignidade. Também merecem, porra!
Vá, fico à tua espera. Fico à tua espera, com uma vontade enorme de te abraçar e te agarrar e fazer-te prometer que vais cumprir aquilo que eu pedi. Vá, anda. Eu estou aqui, à tua espera. Sempre. Até já. ''

\ Rita Sousa.

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